Economia do Brasil

A economia do Brasil é uma das maiores do mundo, e é bastante desenvolvida, nomeadamente em termos tecnológicos, contudo seus níveis de crescimento não se traduzem ainda em benefício econômico direto para toda a população. A crise econômica de 2014 refletiu a desproteção da economia brasileira às flutuações da economia global e o caminho de recuperação será longo.

Elementos gerais

A economia brasileira é considerada a 8.ª maior economia do mundo, sendo a segunda maior do continente americano, atrás apenas dos Estados Unidos da América. O país é considerado uma das economias emergentes, que poderão influenciar decisivamente o século XXI, fazendo parte do grupo "BRICS" (sendo o "B" deste grupo), que inclui também a Rússia, Índia, China e África do Sul. Contudo, sua riqueza convive com uma grande desigualdade social, sendo apenas o 65.º país com um rendimento per capita mais elevado.

O Brasil possui altos níveis de implantação tecnológica. O país tem uma taxa de penetração de internet bastante elevada, nomeadamente com cerca de 234 milhões de ligações de internet móveis, 73% das quais através de celular. A utilização de serviços online, como redes sociais, gaming ou encontros on-line para namoro ou anúncios adultos, é bastante elevada. De resto, o país tem um setor tecnológico bastante forte, possuindo um indústria aeronáutica bastante desenvolvida e sendo o único país do Hemisfério Sul a participar da construção da Estação Espacial Internacional.

Crise econômica de 2014

A economia brasileira sofreu tardiamente os efeitos da Grande Recessão de 2008. Nos primeiros tempos após a falência do banco Lehman Brothers (em setembro de 2008), o Brasil passou ao lado do "efeito dominó" da banca internacional. Entretanto, a dependência da exportação de "commodities" e a baixa produtividade levaram a que o país ficasse desprotegido face à diminuição da demanda da economia chinesa, sua grande cliente. Depois de ter registado incríveis 7,5% de crescimento em 2010, a chegada da crise à China provocou uma queda internacional nos preços das commodities, que se fez sentir de forma intensa no Brasil a partir de 2014. O PIB brasileiro caiu 3,80% em 2015 e 3,60% em 2016.

Perspectivas futuras

O Banco Central do Brasil (BC) divulgou no início de setembro mais um Boletim Focus, reunindo as previsões de cerca de 100 analistas financeiros sobre o futuro da economia brasileira. Nos próximos dois anos, prevê-se que a evolução do crescimento do PIB se mantenha estável mas a dívida pública poderá subir ligeiramente. A estabilidade política ajudará a um crescimento sustentável e à aplicação de reformas.

Apoio

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Associação latino-americana de integração
Gobierno de Chile
Asexma Chile A.G.
Banco Central
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
International Finance Corporation
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social
Banco do Brasil
Caixa Econômica Federal
Governo do Estado de São Paulo
SEBRAE
Gol - linhas aéreas inteligentes
Rede Globo
Banco HSBC